Qual a diferença entre Stout e Porter?

Atualmente, parece ser evidente que há diferenças entre esses dois estilos de cerveja. Entretanto, suas distinções acabam por serem um tanto obscuras na hora de cita-las. Será o tipo de malte usado? As Porters sabem mais a café e ao doce? A verdade é que esses estilos são quase a mesma coisa, embora suas diferenças fossem mais visíveis no passado.

Em meados do século XVIII, as Porters eram cervejas escuras, muitas vezes resultado de blends de restos de cerveja vendido na zona dos portos para os trabalhadores. As Stouts, mais conhecidas como Brown Stouts, eram consideradas “porters” de melhor qualidade, diferindo apenas na quantidade de mosto retirado do malte, em outras palavras, menos água era usado para a produção das Stouts, tornando-as mais fortes.

Stout é o mesmo que “robusta” – um dos significados dessa palavra em português – usado para caracterizar cervejas mais intensas e alcoólicas, como a Brown Stout.

Assim que as Stouts eram produzidas, as Porters eram fabricadas do mesmo malte utilizado, às vezes até de outras Porters, o que fazia delas uma cerveja mais fraca e mais acessível.

Foi a partir da metade do século XIX que a receita começou a divergir, onde os maltes usados para a Stout tornavam-na mais doce e menos seca que a Porter. O que impulsionou a criatividade nesses estilos foi a aprovação do “Free Mash Tun Act”, que dava mais liberdade para o uso de outros ingredientes, como o malte torrado no lugar da cevada torrada.

Apesar de toda essa liberdade, os momentos de crises que passaram pelas ilhas britânicas fizeram com que essas cervejas sofressem cortes nos custos de produção. A Primeira Guerra Mundial, por exemplo, trouxe aumento de impostos e regulamentações nas cervejas, que causou reduções drásticas na graduação alcoólica. As Porters estavam na média de 3.6% de álcool, enquanto as Stouts possuíam em torno de 4.4%.

Com o passar do tempo, novas receitas foram surgindo, como a Milk Stout e a Dry Stout, e até 1970, quando ocorreu a “revolução das cervejas artesanais”, havia mais de dois séculos e meio de diversas receitas de Stouts e Porters para se fabricar. O resultado é o que temos hoje, onde esses dois estilos pertencem a uma gray area onde quem as produz tem a liberdade de nomeá-las como bem entender.

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Afinal, o que é Milkshake IPA?

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É indiscutivel que o estilo mais conhecido de cerveja artesanal é a IPA. Dentro deste estilo, há uma gama de variedades que vão sendo criadas e reconhecidas oficialmente, como a Black IPA e recentemente a New England IPA.

A Beer Judge Certification Program (BJCP) é uma organização sem fins lucrativos usada como referência para definir e reconhecer esses estilos mencionados anteriormente. Entretanto, ainda há alguns que mesmo não fazendo parte, já conseguiram seu espaço no mercado. Como é o caso da Milkshake IPA.

Afinal, o que é Milkshake IPA?

Teve o seu surgimento em parceria com a cervejeira sueca Omnipollo e a americana Tired Hands onde lançaram a Milkshake Series, diversas IPAs com adjuntos para que a deixassem encorpadas, como um smoothie, sem perder suas caracteristicas de IPA.

Lembrando a bebida milkshake, essa cerveja encorpada é, em geral, composta por lactose, baunilha, aveia e frutas, especialmente as que são ricas em pectina – um tipo de fibra que dá sustância ao corpo da cerveja.

O amargor é presente, mas temos o destaque para o aroma doce e frutado. É uma cerveja clara e turva, com uma boa retenção de espuma.

Milkshake IPA em Portugal

Apesar do cenário pequeno, porém crescente, das cervejas artesanais em Portugal, algumas cervejeiras como a Letra, 8ª Colina e a Dois Corvos chegaram a produzir as suas próprias.

Temos como exemplo a Sorvette, da Dois Corvos. Uma Milkshake IPA de 7% de graduação alcoólica e 41 IBUs.

Produzida com cevada, trigo e aveia, que forma a sua base cremosa, sustentada pelo amargor vindo de lúpulos americanos e australianos que trazem o sabor e aroma citrinos e a frutas tropicais, como a laranja e a manga.

Sua cor é de âmbar claro, é levemente turva e sua espuma creme é de boa retenção. No seu aroma, há presença do malte, notas de caramelo e lúpulo que também é responsável pelo frutado. O seu sabor é equilibrado em doce e amargo, com a presença da baunilha.

Para dar o toque final, a cerveja é envelhecida por um mês com vagens de baunilha bourbon de Madagascar.

A Sorvette está disponível em nosso bar engarrafada, pelo valor de 4,50€ e com 25% de desconto, às terças-feiras, na compra de um dos nossos pratos principais.

Escola Americana – Existe ou não?

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No último texto, foram apresentados três escolas cervejeiras reconhecidas atualmente. Entretanto, há quem diga que vem surgindo cada vez mais escolas com suas características e peculiaridades.

Podemos considerar que nos Estados Unidos esteja surgindo a escola cervejeira americana onde as principais características são:

  • O uso de lúpulos e maltes em grandes doses.
  • A criatividade aliada com o uso de ingredientes locais

Para entender como os Estados Unidos tem desenvolvido sua propria identidade no cenário cervejeiro, é necessário dar uma olhada para seu passado.

Com a imigração de europeus para a “Terra da Liberdade”, o costume de fazer a sua própria cerveja veio junto, trazido especialmente pelos britânicos.

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Tudo mudou quando algumas medidas sociais conversadoras começaram a interferir na produção de cerveja. O alcool era considerado a origem de todos os problemas da sociedade americana. O surgimento da Lei Seca em 1920 proibia a venda e o consumo de quaisquer bebidas alcoólicas acima 0.5%, fazendo com que pequenas cervejeiras fechassem, enquanto as maiores optaram por fabricar diferentes tipos de bebidas, como refrigerante ou até cervejas sem álcool.

13 anos depois que a lei foi abolida, as grandes cervejeiras que agora possuiam outros produtos tiveram uma larga vantagem contra as pequenas, essas que logo declaravam falência. O surgimento de novos empregos foi um grande argumento usado para que a lei fosse abolida e ajudasse o país sair da crise. Por causa das dificuldades económicas da época, os cervejeiros compensavam a falta de capital com o “barateamento” dos custos de produção, misturando cereais não maltados, como o arroz e o milho em sua produção.

E assim surgiu o estilo industrial American Adjunct Lager, o mais consumido nos EUA e mundialmente.

Em 1965, Fritz Maytag, considerado o pai da cerveja artesanal, comprou 51% das ações da Anchor Steam Brewery, salvando ela da falência e apostando em estilos mais tradicionais.

Outro fator importante foi, em 1976, a liberação da produção caseira, abrindo as portas para o mercado cervejeiro artesanal.

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Com a abertura dos novos estilos, as cervejas começaram a desenvolver o carater americano. Explosões de lúpulo, envelhecimento em barris e ingredientes locais (como o bacon e a abóbora) modificaram estilos já conhecidos como as IPAs e as Weiss, originando cervejas como India Black Ale (Popularmente conhecidas como Black IPA), White IPA, American IPA. Woodaged Barrel.

Podemos concluir que sendo ou não considerada uma escola cervejeira, os americanos usaram da sua criatividade para inovar em cima do que já havia sido criado, o que contribuiu para a difusão das cervejas artesanais pelo mundo.

 Não se esqueça de deixar nos comentários a vossa opinião!

As Escolas Cervejeiras

Existem inúmeros estilos de cervejas pelo mundo. Estes estilos estão dentro de três famílias: Ale, Lager e Lambic. Além disso, há uma terceira classificação onde estão contidos os estilos e as famílias, que é a escola cervejeira a qual foram inspiradas. 

Por muito tempo, as cervejas foram produzidas com o uso de recursos limitados de cada região. Isso fazia com que cada lugar no Velho Mundo tivesse cervejas com suas características e peculiaridades. 

Atualmente, são reconhecidas três escolas cervejeiras: A alemã, a inglesa e a belga. Todas as cervejas produzidas acabam por serem inspiradas em uma dessas escolas. Contudo, há quem diga que nos Estados Unidos esteja se desenvolvendo uma escola cervejeira, bem como a Itália, mas deixamos isto para outra discussão. 

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A Escola Alemã 

É impossível falar da escola cervejeira alemã sem fazer referência a famosa Lei de Pureza, originada em 1516, onde apenas três ingredientes podiam ser usados para a fabricação da cerveja (a levedura não havia sido descoberta) a água, o lúpulo e o malte. Diferente do conhecimento comum, essa não foi a primeira lei de controle de produção, e só teve efeito em toda a Alemanha apenas quatro séculos depois de ser promulgada. 

Os efeitos dessa e outras pequenas regulamentações definiram como são as cervejas alemãs atualmente: eficiência e qualidade técnica acima da criatividade. 

Uma das grandes contribuições da escola alemã é a criação das cervejas Lager, ou de fermentação baixa. Os mestres cervejeiros notaram que ao armazenar (origem da palavra alemã Lager) as cervejas em cavernas para serem consumidas no verão, acabou por resultar em cervejas mais límpidas e com menos sabores indesejados. 

Alguns estilos mais conhecidos: Pilsen, Bock, Helles e Weizenbier. 

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A Escola Belga 

Se a escola alemã foi marcada por suas regulamentações, a escola belga é conhecida por sua liberdade nos ingredientes. Tudo que pudesse contribuir para mais sabor e aroma, era acrescentado na cerveja. 

Para conseguir um sabor mais complexo, eram adicionadas frutas, mel ou diversas especiarias como o coentro e aniz nas cervejas predominantemente de alta fermentação (Ale).  

As cervejas trapistas são as mais conhecidas da escola belga, feitas por monges da Ordem Trapista em monastérios, que são caracterizadas por uma elevada graduação alcoólica e sabor frutado. Os estilos mais comuns produzidos atualmente são a Dubbel, Trippel e Quadruppel, sendo que as mais encorpadas eram usadas como fontes de alimento durante os períodos de jejum. 

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A Escola Inglesa 

Assim como a escola belga, as cervejas inglesas ou britânicas são caracterizadas por sua gama de sabores e fermentação alta (conhecidas também como real ales). São tradicionalmente secas, amargas e com uma carbonatação amena.  

As Lagers também fizeram parte da escola inglesa, mas seu rápido crescimento no século passado foi barrado pela manifestação dos ingleses em resistir a esta mudança e preservar suas Ales através da associação CAMRA (Campaing for Real Ales). 

É conhecida pela criação da Stout, Pale Ale, Bitter, Mild e entre outras que além de ainda serem produzidos, serviram como base para o surgimento de outros estilos. 

Vale mencionar que dentro do território britânico, mais especificamente na Escócia, o surgimento da cervejeira BrewDog em resposta à insatisfação das cervejas de baixa qualidade que haviam no mercado.  

Fazendo jus ao seu slogan “Beer for Punks”, as cervejas são produzidas sem nenhum aditivo ou conservante, com uma imensa gama de estilos, dentre eles os estilos sazonais. 

Beer Talks 2# – Cervejeira Moinho

A cervejeira Moinho, de Barreiros, enviou-nos dois rótulos os quais estão disponíveis para venda em sua página do Facebook. Ambas as cervejas possuem um grande destaque no sabor maltado que elas possuem.

RED

Estilo: Red Ale

ABV: 5%

IBU: 22

Cerveja de cor âmbar escuro, turvo, com uma pequena formação de espuma branca de rápida a moderada permanência. Possui um aroma adocicado a caramelo e torrado.

No sabor, o traz o equilíbrio entre doce e amargo, com uma acidez de leve a moderada. Com o corpo leve a médio, possui baixa carbonatação e uma textura macia na boca.

ALE

Estilo: Ale

ABV: 5%

IBU: 22

Cerveja de cor dourado claro, turva. Com espuma branca de média formação e permanência. Seu aroma adocicado remete ao malte utilizado e notas de mel.

De acidez moderada e amargor leve, seu sabor é balanceado nas suas características e novamente percebe-se o malte. É uma cerveja pouco encorpada, de carbonatação baixa a moderada, com um final seco.

Os cervejeiros interessados em colaborar e divulgar a vossa marca aqui no Beer Talks, entrem em contato pela nossa página no FacebookCheers!

Beer Talks #1.2 – Review das Cervejas URBE

Na segunda parte do Beer Talks,  falaremos um pouco sobre as cervejas Stout, Dunkel, Weiss e Pilsner da cervejeira Urbana. Confira a primeira parte aqui.

Uma atenção especial para as ilustrações de cada rótulo, um belíssimo trabalho dos artistas Hibashira, PhnskTiago Hesp e Joana Rodrigues (Pitanga).

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A URBE Stout é composta por uma densa espuma de castanho-claro, possui boa retenção do colarinho que se forma sob uma cerveja bem encorpada. De cor escura e opaca, seus sabores e aromas remetem ao chocolate amargo, café e maltes torrados. Possui 6% ABV.

É uma cerveja que representa muito bem o estilo Stout. Possui um bom equilibrio entre amargor e dulçor. Uma bela opção para os dias de inverno.

 

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A URBE Dunkel, é uma Lager mais saborosa, sua espuma é bege, cremosa e possui uma boa retenção. É de cor castanha e notas avermelhadas, onde o uso do malte torrado traz características doces e com notas de caramelo, chocolate e nozes. É pouco encorpada e de suave amargor, com leve aroma a frutos vermelhos. Possui 6% ABV.

É uma excelente alternativa para equilibrar entre o sabor de uma Stout e a leveza de uma Lager, com um destaque para as notas de caramelo que equilibra muito bem com o sabor doce.

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A URBE Weiss destaca-se pelo seu sabor doce, com notas de banana e mel. Possui uma boa retenção de espuma branca que contribui para a sua cremosidade. Um pouco mais encorpada que a Pilsner, esta cerveja de trigo é turva, com uma leve acidez e de final seco. É uma cerveja leve e saborosa, de baixa carbonatação, com apenas 5% ABV, podendo ser bebida várias vezes.

Cumpre muito bem o seu papel. Apresenta uma ótima drinkability, destacando-se entre as artesanais de trigo já experimentadas pela equipa. É uma boa opção de refrescância pela sua baixa graduação e pouco corpo.

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A URBE Pilsner se caracteriza por sua cor dourada, limpa e clara, de corpo leve e boa carbonatação. No copo, sua espuma é branca e cremosa, possui um aroma e sabor suavemente cítrico. Levemente amarga e um pouco ácida no final. Embora sua graduação alcoólica seja de 7%, passou despercebido nos nossos paladares.

Pegou-nos de surpresa. É uma cerveja fresca ideal para os dias quentes que estão por vir. De sabor subtil e características muito bem equilibradas, possui um drinkability muito alto, impossível de beber uma só. É a nossa favorita.

 


 

Agradecemos à Cervejeira Urbana por ter-nos fornecido as amostras e ter sido a primeira cervejeira a participar da nossa série Beer Talks. Para saber mais, acesse:

https://www.facebook.com/urbecraftbeer/

http://www.cervejeiraurbana.pt/

Os cervejeiros interessados em colaborar e divulgar a vossa marca aqui no Beer Talks, entrem em contato pela nossa página no FacebookCheers!

Beer Talks #1.1: Cervejeira Urbana

Este artigo é o primeiro da nossa nova série Beer Talks, o qual entrevistamos a Cervejeira Urbana, de Almada, que combina o gosto pela cerveja artesanal com diversos tipos de manifestações artísticas, as quais são muito bem expressadas em seus rótulos.

Dividido em duas partes, hoje saberemos um pouco da sua trajetória no mercado de cervejas artesanais, a opinião sobre a situação do mercado cervejeiro português e seus planos para o futuro.

Na segunda parte do artigo, a equipa Grains 864 falará sobre a prova de quatro cervejas URBE, a Pilsner, a Weiss, a Dunkel e a Stout.

 


 

Nome do entrevistado: Paulo e António

Função na empresa: Cervejeiros

Grains864: Quando e como surgiu a ideia de criação da Cervejeira Urbana e a marca URBE?

URBE: A cervejeira nasceu pelo gosto da cerveja, principalmente pela cerveja artesanal. Desde o nosso 2º lote, a cerveja teve boa aceitação e o nosso gosto por produzir e consumir cerveja artesanal foi crescendo. Ao desafiarem-nos para criarmos uma marca, também nós nos desafiámos e avançámos com este projecto.

Tivemos como inspiração para a criação da marca, o espaço urbano e principalmente o da nossa cidade, Almada.  Desde cedo que temos muitos amigos ligados à interveção urbana,  artistas de Street Art, dj´s, músicos e etc. Pelo que considerámos que seria interessante, podermos associar a marca estas nossas referências. Lançámos o desafio aos artistas, e os mesmos aceitaram em apoiar-nos com os seus trabalhos para as ilustrações dos rotulos, daí apareceu a URBE e a Cervejeira Urbana.

Grains864: Quais foram as maiores dificuldades e conquistas que tiveram até agora?

URBE: As maiores dficuldades foram a de adaptar os processos à medida que fomos aumentando o volume produzido e mesmo assim hoje ainda produzimos lotes pequenos de 100L. As maiores conquistas são os feedbacks que temos tido e que nos encorajam a contínuar.

Grains864: Que estilos são atualmente elaborados pela URBE? E por quê?

URBE: Actualmente temos cinco cervejas, Pilsner, Weiss, Dunkel, Stout e APA. Tentámos escolher estilos de cervejas diferentes entre elas, para cobrir todos os gostos. São cervejas honestas, descomplicadas em termos de sabor. Contudo há receitas que dentro do nosso gosto pessoal e do próprio estilo que ainda estão em desenvolvimento.

Grains864: Há projectos para produzir novas cervejas num futuro próximo?

URBE: Produzimos na semana anterior a nossa primeira American IPA, por diversas solicitações de amigos. Contudo estamos para já focados no desenvolvimento das actuais.

Grains864: Qual o público-alvo da URBE?

URBE: Principalmente quem gosta de conviver, que valoriza os pequenos momentos à volta de uma cerveja,  que se interessem e apoiem a arte, arte urbana, musica, teatro, dança e que tenham gosto em conhecer e procurar novos artistas. Pessoas activas, que atravessam meia cidade para ir ter com o seu amigo dispender tempo com ele a degustar uma URBE.

Alias, pensamos que o texto  inscrito no nosso rotulo, espelha bem o nosso objectivo:

Orgulhosamente nascida e criada na margem sul do Tejo, a Urbe tem o poder da união. Unimos os melhores ingredientes e os melhores processos artesanais. Unimos a família, os amigos, os conhecidos e os que ainda estamos para conhecer. Unimos o mundo, mostrando que os pequenos momentos, são tudo, menos pequenos.”

Grains864: Como analisa a evolução do mercado cervejeiro português nos últimos anos?

URBE: Sente-se uma vibe muito positiva e que cada vez ganha mais adeptos em torno da cerveja artesanal. Os gigantes comerciais já se aperceberam disso e com bastante dificuldade tentam adaptar-se, têm os ingredientes, as máquinas de produção, o marketing. Pensamos que lhes falta a paixão.

Grains864: Ainda existe muita resistência do consumidor português, em especial no Algarve, para experimentar uma cerveja artesanal? Se sim, fale-nos sobre.

URBE: No Algarve estão em desenvolvimento projectos muito interessantes de tanto de cervejeiras, como cervejarias, se existir uma vontade integrada e parceria de todas as partes, é uma questão de tempo de conquistarem o gosto dos Algarvios e os seus visitantes.

Grains864: Planos e projetos para o futuro da cervejeira?

URBE: Criar valor aos nosso parceiros, fidelizando os seus clientes. E sustentadamente fazer da URBE uma referência a nível nacional no mercado das cervejas artesanais.

 


 

Para a semana, haverá a segunda parte, não se esqueça de deixar nos comentários a vossa opinião!