Escola Americana – Existe ou não?

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No último texto, foram apresentados três escolas cervejeiras reconhecidas atualmente. Entretanto, há quem diga que vem surgindo cada vez mais escolas com suas características e peculiaridades.

Podemos considerar que nos Estados Unidos esteja surgindo a escola cervejeira americana onde as principais características são:

  • O uso de lúpulos e maltes em grandes doses.
  • A criatividade aliada com o uso de ingredientes locais

Para entender como os Estados Unidos tem desenvolvido sua propria identidade no cenário cervejeiro, é necessário dar uma olhada para seu passado.

Com a imigração de europeus para a “Terra da Liberdade”, o costume de fazer a sua própria cerveja veio junto, trazido especialmente pelos britânicos.

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Tudo mudou quando algumas medidas sociais conversadoras começaram a interferir na produção de cerveja. O alcool era considerado a origem de todos os problemas da sociedade americana. O surgimento da Lei Seca em 1920 proibia a venda e o consumo de quaisquer bebidas alcoólicas acima 0.5%, fazendo com que pequenas cervejeiras fechassem, enquanto as maiores optaram por fabricar diferentes tipos de bebidas, como refrigerante ou até cervejas sem álcool.

13 anos depois que a lei foi abolida, as grandes cervejeiras que agora possuiam outros produtos tiveram uma larga vantagem contra as pequenas, essas que logo declaravam falência. O surgimento de novos empregos foi um grande argumento usado para que a lei fosse abolida e ajudasse o país sair da crise. Por causa das dificuldades económicas da época, os cervejeiros compensavam a falta de capital com o “barateamento” dos custos de produção, misturando cereais não maltados, como o arroz e o milho em sua produção.

E assim surgiu o estilo industrial American Adjunct Lager, o mais consumido nos EUA e mundialmente.

Em 1965, Fritz Maytag, considerado o pai da cerveja artesanal, comprou 51% das ações da Anchor Steam Brewery, salvando ela da falência e apostando em estilos mais tradicionais.

Outro fator importante foi, em 1976, a liberação da produção caseira, abrindo as portas para o mercado cervejeiro artesanal.

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Com a abertura dos novos estilos, as cervejas começaram a desenvolver o carater americano. Explosões de lúpulo, envelhecimento em barris e ingredientes locais (como o bacon e a abóbora) modificaram estilos já conhecidos como as IPAs e as Weiss, originando cervejas como India Black Ale (Popularmente conhecidas como Black IPA), White IPA, American IPA. Woodaged Barrel.

Podemos concluir que sendo ou não considerada uma escola cervejeira, os americanos usaram da sua criatividade para inovar em cima do que já havia sido criado, o que contribuiu para a difusão das cervejas artesanais pelo mundo.

 Não se esqueça de deixar nos comentários a vossa opinião!

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As Escolas Cervejeiras

Existem inúmeros estilos de cervejas pelo mundo. Estes estilos estão dentro de três famílias: Ale, Lager e Lambic. Além disso, há uma terceira classificação onde estão contidos os estilos e as famílias, que é a escola cervejeira a qual foram inspiradas. 

Por muito tempo, as cervejas foram produzidas com o uso de recursos limitados de cada região. Isso fazia com que cada lugar no Velho Mundo tivesse cervejas com suas características e peculiaridades. 

Atualmente, são reconhecidas três escolas cervejeiras: A alemã, a inglesa e a belga. Todas as cervejas produzidas acabam por serem inspiradas em uma dessas escolas. Contudo, há quem diga que nos Estados Unidos esteja se desenvolvendo uma escola cervejeira, bem como a Itália, mas deixamos isto para outra discussão. 

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A Escola Alemã 

É impossível falar da escola cervejeira alemã sem fazer referência a famosa Lei de Pureza, originada em 1516, onde apenas três ingredientes podiam ser usados para a fabricação da cerveja (a levedura não havia sido descoberta) a água, o lúpulo e o malte. Diferente do conhecimento comum, essa não foi a primeira lei de controle de produção, e só teve efeito em toda a Alemanha apenas quatro séculos depois de ser promulgada. 

Os efeitos dessa e outras pequenas regulamentações definiram como são as cervejas alemãs atualmente: eficiência e qualidade técnica acima da criatividade. 

Uma das grandes contribuições da escola alemã é a criação das cervejas Lager, ou de fermentação baixa. Os mestres cervejeiros notaram que ao armazenar (origem da palavra alemã Lager) as cervejas em cavernas para serem consumidas no verão, acabou por resultar em cervejas mais límpidas e com menos sabores indesejados. 

Alguns estilos mais conhecidos: Pilsen, Bock, Helles e Weizenbier. 

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A Escola Belga 

Se a escola alemã foi marcada por suas regulamentações, a escola belga é conhecida por sua liberdade nos ingredientes. Tudo que pudesse contribuir para mais sabor e aroma, era acrescentado na cerveja. 

Para conseguir um sabor mais complexo, eram adicionadas frutas, mel ou diversas especiarias como o coentro e aniz nas cervejas predominantemente de alta fermentação (Ale).  

As cervejas trapistas são as mais conhecidas da escola belga, feitas por monges da Ordem Trapista em monastérios, que são caracterizadas por uma elevada graduação alcoólica e sabor frutado. Os estilos mais comuns produzidos atualmente são a Dubbel, Trippel e Quadruppel, sendo que as mais encorpadas eram usadas como fontes de alimento durante os períodos de jejum. 

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A Escola Inglesa 

Assim como a escola belga, as cervejas inglesas ou britânicas são caracterizadas por sua gama de sabores e fermentação alta (conhecidas também como real ales). São tradicionalmente secas, amargas e com uma carbonatação amena.  

As Lagers também fizeram parte da escola inglesa, mas seu rápido crescimento no século passado foi barrado pela manifestação dos ingleses em resistir a esta mudança e preservar suas Ales através da associação CAMRA (Campaing for Real Ales). 

É conhecida pela criação da Stout, Pale Ale, Bitter, Mild e entre outras que além de ainda serem produzidos, serviram como base para o surgimento de outros estilos. 

Vale mencionar que dentro do território britânico, mais especificamente na Escócia, o surgimento da cervejeira BrewDog em resposta à insatisfação das cervejas de baixa qualidade que haviam no mercado.  

Fazendo jus ao seu slogan “Beer for Punks”, as cervejas são produzidas sem nenhum aditivo ou conservante, com uma imensa gama de estilos, dentre eles os estilos sazonais. 

Beer Talks 2# – Cervejeira Moinho

A cervejeira Moinho, de Barreiros, enviou-nos dois rótulos os quais estão disponíveis para venda em sua página do Facebook. Ambas as cervejas possuem um grande destaque no sabor maltado que elas possuem.

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Estilo: Red Ale

ABV: 5%

IBU: 22

Cerveja de cor âmbar escuro, turvo, com uma pequena formação de espuma branca de rápida a moderada permanência. Possui um aroma adocicado a caramelo e torrado.

No sabor, o traz o equilíbrio entre doce e amargo, com uma acidez de leve a moderada. Com o corpo leve a médio, possui baixa carbonatação e uma textura macia na boca.

ALE

Estilo: Ale

ABV: 5%

IBU: 22

Cerveja de cor dourado claro, turva. Com espuma branca de média formação e permanência. Seu aroma adocicado remete ao malte utilizado e notas de mel.

De acidez moderada e amargor leve, seu sabor é balanceado nas suas características e novamente percebe-se o malte. É uma cerveja pouco encorpada, de carbonatação baixa a moderada, com um final seco.

Os cervejeiros interessados em colaborar e divulgar a vossa marca aqui no Beer Talks, entrem em contato pela nossa página no FacebookCheers!

Beer Talks #1.2 – Review das Cervejas URBE

Na segunda parte do Beer Talks,  falaremos um pouco sobre as cervejas Stout, Dunkel, Weiss e Pilsner da cervejeira Urbana. Confira a primeira parte aqui.

Uma atenção especial para as ilustrações de cada rótulo, um belíssimo trabalho dos artistas Hibashira, PhnskTiago Hesp e Joana Rodrigues (Pitanga).

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A URBE Stout é composta por uma densa espuma de castanho-claro, possui boa retenção do colarinho que se forma sob uma cerveja bem encorpada. De cor escura e opaca, seus sabores e aromas remetem ao chocolate amargo, café e maltes torrados. Possui 6% ABV.

É uma cerveja que representa muito bem o estilo Stout. Possui um bom equilibrio entre amargor e dulçor. Uma bela opção para os dias de inverno.

 

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A URBE Dunkel, é uma Lager mais saborosa, sua espuma é bege, cremosa e possui uma boa retenção. É de cor castanha e notas avermelhadas, onde o uso do malte torrado traz características doces e com notas de caramelo, chocolate e nozes. É pouco encorpada e de suave amargor, com leve aroma a frutos vermelhos. Possui 6% ABV.

É uma excelente alternativa para equilibrar entre o sabor de uma Stout e a leveza de uma Lager, com um destaque para as notas de caramelo que equilibra muito bem com o sabor doce.

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A URBE Weiss destaca-se pelo seu sabor doce, com notas de banana e mel. Possui uma boa retenção de espuma branca que contribui para a sua cremosidade. Um pouco mais encorpada que a Pilsner, esta cerveja de trigo é turva, com uma leve acidez e de final seco. É uma cerveja leve e saborosa, de baixa carbonatação, com apenas 5% ABV, podendo ser bebida várias vezes.

Cumpre muito bem o seu papel. Apresenta uma ótima drinkability, destacando-se entre as artesanais de trigo já experimentadas pela equipa. É uma boa opção de refrescância pela sua baixa graduação e pouco corpo.

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A URBE Pilsner se caracteriza por sua cor dourada, limpa e clara, de corpo leve e boa carbonatação. No copo, sua espuma é branca e cremosa, possui um aroma e sabor suavemente cítrico. Levemente amarga e um pouco ácida no final. Embora sua graduação alcoólica seja de 7%, passou despercebido nos nossos paladares.

Pegou-nos de surpresa. É uma cerveja fresca ideal para os dias quentes que estão por vir. De sabor subtil e características muito bem equilibradas, possui um drinkability muito alto, impossível de beber uma só. É a nossa favorita.

 


 

Agradecemos à Cervejeira Urbana por ter-nos fornecido as amostras e ter sido a primeira cervejeira a participar da nossa série Beer Talks. Para saber mais, acesse:

https://www.facebook.com/urbecraftbeer/

http://www.cervejeiraurbana.pt/

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Beer Talks #1.1: Cervejeira Urbana

Este artigo é o primeiro da nossa nova série Beer Talks, o qual entrevistamos a Cervejeira Urbana, de Almada, que combina o gosto pela cerveja artesanal com diversos tipos de manifestações artísticas, as quais são muito bem expressadas em seus rótulos.

Dividido em duas partes, hoje saberemos um pouco da sua trajetória no mercado de cervejas artesanais, a opinião sobre a situação do mercado cervejeiro português e seus planos para o futuro.

Na segunda parte do artigo, a equipa Grains 864 falará sobre a prova de quatro cervejas URBE, a Pilsner, a Weiss, a Dunkel e a Stout.

 


 

Nome do entrevistado: Paulo e António

Função na empresa: Cervejeiros

Grains864: Quando e como surgiu a ideia de criação da Cervejeira Urbana e a marca URBE?

URBE: A cervejeira nasceu pelo gosto da cerveja, principalmente pela cerveja artesanal. Desde o nosso 2º lote, a cerveja teve boa aceitação e o nosso gosto por produzir e consumir cerveja artesanal foi crescendo. Ao desafiarem-nos para criarmos uma marca, também nós nos desafiámos e avançámos com este projecto.

Tivemos como inspiração para a criação da marca, o espaço urbano e principalmente o da nossa cidade, Almada.  Desde cedo que temos muitos amigos ligados à interveção urbana,  artistas de Street Art, dj´s, músicos e etc. Pelo que considerámos que seria interessante, podermos associar a marca estas nossas referências. Lançámos o desafio aos artistas, e os mesmos aceitaram em apoiar-nos com os seus trabalhos para as ilustrações dos rotulos, daí apareceu a URBE e a Cervejeira Urbana.

Grains864: Quais foram as maiores dificuldades e conquistas que tiveram até agora?

URBE: As maiores dficuldades foram a de adaptar os processos à medida que fomos aumentando o volume produzido e mesmo assim hoje ainda produzimos lotes pequenos de 100L. As maiores conquistas são os feedbacks que temos tido e que nos encorajam a contínuar.

Grains864: Que estilos são atualmente elaborados pela URBE? E por quê?

URBE: Actualmente temos cinco cervejas, Pilsner, Weiss, Dunkel, Stout e APA. Tentámos escolher estilos de cervejas diferentes entre elas, para cobrir todos os gostos. São cervejas honestas, descomplicadas em termos de sabor. Contudo há receitas que dentro do nosso gosto pessoal e do próprio estilo que ainda estão em desenvolvimento.

Grains864: Há projectos para produzir novas cervejas num futuro próximo?

URBE: Produzimos na semana anterior a nossa primeira American IPA, por diversas solicitações de amigos. Contudo estamos para já focados no desenvolvimento das actuais.

Grains864: Qual o público-alvo da URBE?

URBE: Principalmente quem gosta de conviver, que valoriza os pequenos momentos à volta de uma cerveja,  que se interessem e apoiem a arte, arte urbana, musica, teatro, dança e que tenham gosto em conhecer e procurar novos artistas. Pessoas activas, que atravessam meia cidade para ir ter com o seu amigo dispender tempo com ele a degustar uma URBE.

Alias, pensamos que o texto  inscrito no nosso rotulo, espelha bem o nosso objectivo:

Orgulhosamente nascida e criada na margem sul do Tejo, a Urbe tem o poder da união. Unimos os melhores ingredientes e os melhores processos artesanais. Unimos a família, os amigos, os conhecidos e os que ainda estamos para conhecer. Unimos o mundo, mostrando que os pequenos momentos, são tudo, menos pequenos.”

Grains864: Como analisa a evolução do mercado cervejeiro português nos últimos anos?

URBE: Sente-se uma vibe muito positiva e que cada vez ganha mais adeptos em torno da cerveja artesanal. Os gigantes comerciais já se aperceberam disso e com bastante dificuldade tentam adaptar-se, têm os ingredientes, as máquinas de produção, o marketing. Pensamos que lhes falta a paixão.

Grains864: Ainda existe muita resistência do consumidor português, em especial no Algarve, para experimentar uma cerveja artesanal? Se sim, fale-nos sobre.

URBE: No Algarve estão em desenvolvimento projectos muito interessantes de tanto de cervejeiras, como cervejarias, se existir uma vontade integrada e parceria de todas as partes, é uma questão de tempo de conquistarem o gosto dos Algarvios e os seus visitantes.

Grains864: Planos e projetos para o futuro da cervejeira?

URBE: Criar valor aos nosso parceiros, fidelizando os seus clientes. E sustentadamente fazer da URBE uma referência a nível nacional no mercado das cervejas artesanais.

 


 

Para a semana, haverá a segunda parte, não se esqueça de deixar nos comentários a vossa opinião!

Por Que As Cervejas Artesanais São Mais Caras

O crescente número de micro cervejeiras em Portugal proporciona uma variedade de cervejas artesanais à venda, entretanto, seus preços são geralmente o dobro ou o triplo comparado a uma cerveja comum. Sem entender o motivo dos preços serem o que são, o consumidor se assusta com a diferença e deixa de experimenta-las.

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Um comentário retirado da internet que resume a opinião de muitos desinformados.

Só que a busca pelo lucro não é a única justificativa para um preço elevado, por isso explicaremos as principais razões que encarecem as cervejas artesanais.

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Volume de Produção

A cerveja industrial tem a capacidade de estipular preços mais competitivos ao mercado, por distribuirem a sua cerveja para um país todo, isso quando não a exportam para diversos países.

As micro cervejeiras, por outro lado, possuem uma capacidade limitada de produção que são vendidas para um público muito específico (até 6 milhões de barris ao ano, enquanto as multinacionais chegam a produzir milhões por dia).

Além do contraste na produção, o micro cervejeiro não se limita a produções de um único estilo. É comum haver pelo menos dois rótulos de cervejas artesanais disponíveis, sem contar com os estilos específicos de cada estação do ano. O que nos leva a questão do custo de produção.

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Custos de Produção

Aqui percebemos como os caminhos de uma cerveja artesanal e industrial se separam. Um pequeno produtor se preocupa em definir seu perfil sensorial, que condiz com uma receita elaborada e controlada do inicio ao fim.

As grandes cervejeiras, por outro lado, procuram atingir um maior público possível sem ofender o paladar de ninguém. A maioria trabalha apenas com Lager e torna o sabor completamente “adormecido” pela temperatura baixa (como vimos neste artigo).

Para manter essa produção em larga escala, essas cervejeiras usam aditivos que reduz o custo de fabrico, como cereais não maltados e corantes.  Desse resultado, surge uma cerveja jack of all trades, but master of none.

Já para os micro cervejeiros, a cerveja significa muito mais que refrescar e trazer uma leve quantia de álcool. Do lúpulo à levedura, todos os ingredientes são cuidadosamente selecionados para fornecer uma explosão de sabores e aromas. E para que isso seja possível, é necessário importar ingredientes, e isto encarece o produto.

 


 

Se a leitura ficou clara, percebe-se que críticas rasas ao preço de uma cerveja artesanal, não condiz com a realidade de um micro cervejeiro. Pelo contrário, condiz com o seu comprometimento em elaborar uma cerveja com personalidade, de diversas experiências sensoriais.

Não se esqueça de deixar nos comentários a vossa opinião!

Conhece a Tua Cerveja #3: Lambic

Chegamos ao nosso terceiro artigo da série Conhece a Tua Cerveja, onde falaremos sobre a família mais antiga de todas, a Lambic.

A cerveja Lambic é a única que mesmo depois de milhares de anos, permanece com seus métodos de produção quase inalterados, destacando-se por duas singularidades:

  • Sua fermentação ocorre espontaneamente, através da levedura no ar, permitindo que os micro-organismos entrem em contato com a cerveja armazenada em tanques abertos chamados de “barcos de resfriamento”.
  • Os lúpulos utilizados não são frescos. A preferência por um lúpulo envelhecido (três anos), que possui seu amargor e aromas reduzidos, ajuda na preservação da cerveja.
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Barcos de resfriamento – Fonte da imagem

Após a fermentação, essas cervejas são armazenadas em barris de madeira por um período de um a três anos.

Embora cada produção tende a ter um sabor diferente, as Lambics possuem alguns denominadores em comum:

  • Acidez moderada a intensa
  • Baixo amargor
  • Aroma frutado (quando se adiciona fruta na receita)

Dentro dessa família, encontramos alguns estilos:

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Fonte da imagem

Gueuze Lambic

É muito comum nas Lambics ocorrerem os “blends”, que são a misturas de duas cervejas e nesse caso, a mistura de uma Lambic “velha” com uma “nova”. As leveduras são rejuvenescidas e a carbonatação aumenta.

São caracterizadas por uma cor dourada, alta carbonatação, sabor ácido e uma formação de uma grande espuma, pouco densa e cremosa.

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Straight Lambic

Este estilo não sofre mistura, e após um ano envelhecida, são vendidas diretamente na pressão. Elas raramente são engarrafadas, o que torna um estilo muito específico vendido próximo a cervejeira que a produz. São ácidas, pouco doces, secas e de baixa ou sem carbonatação.

A Mikkeller SpontanDryHop Citra está disponível no Grains 864.

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Fruit Lambic

Nesse estilo, a adição de frutas no processo – sejam in natura ou apenas extratos – acabam por se tornar presente tanto no aroma, quanto no sabor.

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Podem ser produzidas através do blend do estilo Biére de Mars, junto com a adição de açúcar, que acabam por serem mais doces e refrescantes do que uma Gueuze.

 


 

Caso tenha deixado passar, os artigos sobre Ale e Lager estão aqui e aqui.