Beer Talks 2# – Cervejeira Moinho

A cervejeira Moinho, de Barreiros, enviou-nos dois rótulos os quais estão disponíveis para venda em sua página do Facebook. Ambas as cervejas possuem um grande destaque no sabor maltado que elas possuem.

RED

Estilo: Red Ale

ABV: 5%

IBU: 22

Cerveja de cor âmbar escuro, turvo, com uma pequena formação de espuma branca de rápida a moderada permanência. Possui um aroma adocicado a caramelo e torrado.

No sabor, o traz o equilíbrio entre doce e amargo, com uma acidez de leve a moderada. Com o corpo leve a médio, possui baixa carbonatação e uma textura macia na boca.

ALE

Estilo: Ale

ABV: 5%

IBU: 22

Cerveja de cor dourado claro, turva. Com espuma branca de média formação e permanência. Seu aroma adocicado remete ao malte utilizado e notas de mel.

De acidez moderada e amargor leve, seu sabor é balanceado nas suas características e novamente percebe-se o malte. É uma cerveja pouco encorpada, de carbonatação baixa a moderada, com um final seco.

Os cervejeiros interessados em colaborar e divulgar a vossa marca aqui no Beer Talks, entrem em contato pela nossa página no FacebookCheers!

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Beer Talks #1.2 – Review das Cervejas URBE

Na segunda parte do Beer Talks,  falaremos um pouco sobre as cervejas Stout, Dunkel, Weiss e Pilsner da cervejeira Urbana. Confira a primeira parte aqui.

Uma atenção especial para as ilustrações de cada rótulo, um belíssimo trabalho dos artistas Hibashira, PhnskTiago Hesp e Joana Rodrigues (Pitanga).

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A URBE Stout é composta por uma densa espuma de castanho-claro, possui boa retenção do colarinho que se forma sob uma cerveja bem encorpada. De cor escura e opaca, seus sabores e aromas remetem ao chocolate amargo, café e maltes torrados. Possui 6% ABV.

É uma cerveja que representa muito bem o estilo Stout. Possui um bom equilibrio entre amargor e dulçor. Uma bela opção para os dias de inverno.

 

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A URBE Dunkel, é uma Lager mais saborosa, sua espuma é bege, cremosa e possui uma boa retenção. É de cor castanha e notas avermelhadas, onde o uso do malte torrado traz características doces e com notas de caramelo, chocolate e nozes. É pouco encorpada e de suave amargor, com leve aroma a frutos vermelhos. Possui 6% ABV.

É uma excelente alternativa para equilibrar entre o sabor de uma Stout e a leveza de uma Lager, com um destaque para as notas de caramelo que equilibra muito bem com o sabor doce.

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A URBE Weiss destaca-se pelo seu sabor doce, com notas de banana e mel. Possui uma boa retenção de espuma branca que contribui para a sua cremosidade. Um pouco mais encorpada que a Pilsner, esta cerveja de trigo é turva, com uma leve acidez e de final seco. É uma cerveja leve e saborosa, de baixa carbonatação, com apenas 5% ABV, podendo ser bebida várias vezes.

Cumpre muito bem o seu papel. Apresenta uma ótima drinkability, destacando-se entre as artesanais de trigo já experimentadas pela equipa. É uma boa opção de refrescância pela sua baixa graduação e pouco corpo.

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A URBE Pilsner se caracteriza por sua cor dourada, limpa e clara, de corpo leve e boa carbonatação. No copo, sua espuma é branca e cremosa, possui um aroma e sabor suavemente cítrico. Levemente amarga e um pouco ácida no final. Embora sua graduação alcoólica seja de 7%, passou despercebido nos nossos paladares.

Pegou-nos de surpresa. É uma cerveja fresca ideal para os dias quentes que estão por vir. De sabor subtil e características muito bem equilibradas, possui um drinkability muito alto, impossível de beber uma só. É a nossa favorita.

 


 

Agradecemos à Cervejeira Urbana por ter-nos fornecido as amostras e ter sido a primeira cervejeira a participar da nossa série Beer Talks. Para saber mais, acesse:

https://www.facebook.com/urbecraftbeer/

http://www.cervejeiraurbana.pt/

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Beer Talks #1: Cervejeira Urbana – Parte 1

Este artigo é o primeiro da nossa nova série Beer Talks, o qual entrevistamos a Cervejeira Urbana, de Almada, que combina o gosto pela cerveja artesanal com diversos tipos de manifestações artísticas, as quais são muito bem expressadas em seus rótulos.

Dividido em duas partes, hoje saberemos um pouco da sua trajetória no mercado de cervejas artesanais, a opinião sobre a situação do mercado cervejeiro português e seus planos para o futuro.

Na segunda parte do artigo, a equipa Grains 864 falará sobre a prova de quatro cervejas URBE, a Pilsner, a Weiss, a Dunkel e a Stout.

 


 

Nome do entrevistado: Paulo e António

Função na empresa: Cervejeiros

Grains864: Quando e como surgiu a ideia de criação da Cervejeira Urbana e a marca URBE?

URBE: A cervejeira nasceu pelo gosto da cerveja, principalmente pela cerveja artesanal. Desde o nosso 2º lote, a cerveja teve boa aceitação e o nosso gosto por produzir e consumir cerveja artesanal foi crescendo. Ao desafiarem-nos para criarmos uma marca, também nós nos desafiámos e avançámos com este projecto.

Tivemos como inspiração para a criação da marca, o espaço urbano e principalmente o da nossa cidade, Almada.  Desde cedo que temos muitos amigos ligados à interveção urbana,  artistas de Street Art, dj´s, músicos e etc. Pelo que considerámos que seria interessante, podermos associar a marca estas nossas referências. Lançámos o desafio aos artistas, e os mesmos aceitaram em apoiar-nos com os seus trabalhos para as ilustrações dos rotulos, daí apareceu a URBE e a Cervejeira Urbana.

Grains864: Quais foram as maiores dificuldades e conquistas que tiveram até agora?

URBE: As maiores dficuldades foram a de adaptar os processos à medida que fomos aumentando o volume produzido e mesmo assim hoje ainda produzimos lotes pequenos de 100L. As maiores conquistas são os feedbacks que temos tido e que nos encorajam a contínuar.

Grains864: Que estilos são atualmente elaborados pela URBE? E por quê?

URBE: Actualmente temos cinco cervejas, Pilsner, Weiss, Dunkel, Stout e APA. Tentámos escolher estilos de cervejas diferentes entre elas, para cobrir todos os gostos. São cervejas honestas, descomplicadas em termos de sabor. Contudo há receitas que dentro do nosso gosto pessoal e do próprio estilo que ainda estão em desenvolvimento.

Grains864: Há projectos para produzir novas cervejas num futuro próximo?

URBE: Produzimos na semana anterior a nossa primeira American IPA, por diversas solicitações de amigos. Contudo estamos para já focados no desenvolvimento das actuais.

Grains864: Qual o público-alvo da URBE?

URBE: Principalmente quem gosta de conviver, que valoriza os pequenos momentos à volta de uma cerveja,  que se interessem e apoiem a arte, arte urbana, musica, teatro, dança e que tenham gosto em conhecer e procurar novos artistas. Pessoas activas, que atravessam meia cidade para ir ter com o seu amigo dispender tempo com ele a degustar uma URBE.

Alias, pensamos que o texto  inscrito no nosso rotulo, espelha bem o nosso objectivo:

Orgulhosamente nascida e criada na margem sul do Tejo, a Urbe tem o poder da união. Unimos os melhores ingredientes e os melhores processos artesanais. Unimos a família, os amigos, os conhecidos e os que ainda estamos para conhecer. Unimos o mundo, mostrando que os pequenos momentos, são tudo, menos pequenos.”

Grains864: Como analisa a evolução do mercado cervejeiro português nos últimos anos?

URBE: Sente-se uma vibe muito positiva e que cada vez ganha mais adeptos em torno da cerveja artesanal. Os gigantes comerciais já se aperceberam disso e com bastante dificuldade tentam adaptar-se, têm os ingredientes, as máquinas de produção, o marketing. Pensamos que lhes falta a paixão.

Grains864: Ainda existe muita resistência do consumidor português, em especial no Algarve, para experimentar uma cerveja artesanal? Se sim, fale-nos sobre.

URBE: No Algarve estão em desenvolvimento projectos muito interessantes de tanto de cervejeiras, como cervejarias, se existir uma vontade integrada e parceria de todas as partes, é uma questão de tempo de conquistarem o gosto dos Algarvios e os seus visitantes.

Grains864: Planos e projetos para o futuro da cervejeira?

URBE: Criar valor aos nosso parceiros, fidelizando os seus clientes. E sustentadamente fazer da URBE uma referência a nível nacional no mercado das cervejas artesanais.

 


 

Para a semana, haverá a segunda parte, não se esqueça de deixar nos comentários a vossa opinião!

Por Que As Cervejas Artesanais São Mais Caras

O crescente número de micro cervejeiras em Portugal proporciona uma variedade de cervejas artesanais à venda, entretanto, seus preços são geralmente o dobro ou o triplo comparado a uma cerveja comum. Sem entender o motivo dos preços serem o que são, o consumidor se assusta com a diferença e deixa de experimenta-las.

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Um comentário retirado da internet que resume a opinião de muitos desinformados.

Só que a busca pelo lucro não é a única justificativa para um preço elevado, por isso explicaremos as principais razões que encarecem as cervejas artesanais.

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Volume de Produção

A cerveja industrial tem a capacidade de estipular preços mais competitivos ao mercado, por distribuirem a sua cerveja para um país todo, isso quando não a exportam para diversos países.

As micro cervejeiras, por outro lado, possuem uma capacidade limitada de produção que são vendidas para um público muito específico (até 6 milhões de barris ao ano, enquanto as multinacionais chegam a produzir milhões por dia).

Além do contraste na produção, o micro cervejeiro não se limita a produções de um único estilo. É comum haver pelo menos dois rótulos de cervejas artesanais disponíveis, sem contar com os estilos específicos de cada estação do ano. O que nos leva a questão do custo de produção.

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Custos de Produção

Aqui percebemos como os caminhos de uma cerveja artesanal e industrial se separam. Um pequeno produtor se preocupa em definir seu perfil sensorial, que condiz com uma receita elaborada e controlada do inicio ao fim.

As grandes cervejeiras, por outro lado, procuram atingir um maior público possível sem ofender o paladar de ninguém. A maioria trabalha apenas com Lager e torna o sabor completamente “adormecido” pela temperatura baixa (como vimos neste artigo).

Para manter essa produção em larga escala, essas cervejeiras usam aditivos que reduz o custo de fabrico, como cereais não maltados e corantes.  Desse resultado, surge uma cerveja jack of all trades, but master of none.

Já para os micro cervejeiros, a cerveja significa muito mais que refrescar e trazer uma leve quantia de álcool. Do lúpulo à levedura, todos os ingredientes são cuidadosamente selecionados para fornecer uma explosão de sabores e aromas. E para que isso seja possível, é necessário importar ingredientes, e isto encarece o produto.

 


 

Se a leitura ficou clara, percebe-se que críticas rasas ao preço de uma cerveja artesanal, não condiz com a realidade de um micro cervejeiro. Pelo contrário, condiz com o seu comprometimento em elaborar uma cerveja com personalidade, de diversas experiências sensoriais.

Não se esqueça de deixar nos comentários a vossa opinião!

Conhece a Tua Cerveja #3: Lambic

Chegamos ao nosso terceiro artigo da série Conhece a Tua Cerveja, onde falaremos sobre a família mais antiga de todas, a Lambic.

A cerveja Lambic é a única que mesmo depois de milhares de anos, permanece com seus métodos de produção quase inalterados, destacando-se por duas singularidades:

  • Sua fermentação ocorre espontaneamente, através da levedura no ar, permitindo que os micro-organismos entrem em contato com a cerveja armazenada em tanques abertos chamados de “barcos de resfriamento”.
  • Os lúpulos utilizados não são frescos. A preferência por um lúpulo envelhecido (três anos), que possui seu amargor e aromas reduzidos, ajuda na preservação da cerveja.
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Barcos de resfriamento – Fonte da imagem

Após a fermentação, essas cervejas são armazenadas em barris de madeira por um período de um a três anos.

Embora cada produção tende a ter um sabor diferente, as Lambics possuem alguns denominadores em comum:

  • Acidez moderada a intensa
  • Baixo amargor
  • Aroma frutado (quando se adiciona fruta na receita)

Dentro dessa família, encontramos alguns estilos:

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Gueuze Lambic

É muito comum nas Lambics ocorrerem os “blends”, que são a misturas de duas cervejas e nesse caso, a mistura de uma Lambic “velha” com uma “nova”. As leveduras são rejuvenescidas e a carbonatação aumenta.

São caracterizadas por uma cor dourada, alta carbonatação, sabor ácido e uma formação de uma grande espuma, pouco densa e cremosa.

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Straight Lambic

Este estilo não sofre mistura, e após um ano envelhecida, são vendidas diretamente na pressão. Elas raramente são engarrafadas, o que torna um estilo muito específico vendido próximo a cervejeira que a produz. São ácidas, pouco doces, secas e de baixa ou sem carbonatação.

A Mikkeller SpontanDryHop Citra está disponível no Grains 864.

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Fruit Lambic

Nesse estilo, a adição de frutas no processo – sejam in natura ou apenas extratos – acabam por se tornar presente tanto no aroma, quanto no sabor.

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Faro

Podem ser produzidas através do blend do estilo Biére de Mars, junto com a adição de açúcar, que acabam por serem mais doces e refrescantes do que uma Gueuze.

 


 

Caso tenha deixado passar, os artigos sobre Ale e Lager estão aqui e aqui.

Afinal, Por Que Beber Cervejas Artesanais?

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Embora a maioria das cervejeiras estejam instaladas mais para o norte de Portugal, o movimento das cervejas artesanais está cada vez mais forte no país inteiro. Quem tem a ganhar com isso, é o consumidor, que cada vez encontra cervejas de diversos sabores a seu alcance, algumas especiais para certas estações, bem como, muitas que harmonizam perfeitamente com comidas.

Entretanto, como qualquer mudança gera resistência, muitos recusam-se abrirem mão das cervejas industriais, seja por ter bebido a mesma coisa durante toda sua vida e estarem acostumado com aquilo que se consome, ou por receio do preço não condizer com o produto, afinal, enquanto muitos estão acostumados a pagar preços absurdos por garrafas e copos de vinhos, estes mesmos não conseguem ver que uma cerveja possa custar mais.

Ora, então por que beber uma cerveja artesanal?

Honestidade No Que Se Bebe (e Paga)

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Uma cerveja artesanal carrega a personalidade do cervejeiro que a fez. Todas as características encontradas nela possuem apenas um propósito: uma experiência única. Não existem ingredientes para cortar o preço de custo, o estilo que aparece em seu rótulo condiz com o que há dentro da garrafa, se vai beber uma Pilsner, pode ter certeza que não vai saber a arroz ou milho, porque ela realmente é uma Pilsner. As macrocervejeiras investem pesado em um marketing que remete a frescura, a uma cerveja estupidamente gelada, e não há boas intenções por trás disso, senão adormecer as papilas gustativas, mascarando o gosto dos aditivos que passam despercebidos.

Menos é Mais

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Infelizmente, ainda há pessoas que não sabem beber de forma responsável e usam como argumento que mais vale comprar algumas imperiais a saborear uma garrafa de cerveja artesanal. Nós sabemos que a cerveja contribui como um pretexto para unir os amigos e familiares, e aproveitar o momento se torna prioridade. Ao invés de beber 4-6 imperiais, experimentar no lugar 2 ou 3 cervejas artesanais não só reduzirá as idas à casa de banho, como também pode sair muito mais barato beber uma cerveja mais alcoólica, onde seria necessário beber três a quatro vezes mais compensar a graduação. Além disso, o seu “eu” de amanhã agradecerá por não ter enchido a cara.

Food Pairing

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Assim como o vinho, a cerveja artesanal combina sim com a comida. Graças à sua complexidade de sabores, a cerveja ganha mais e mais espaço nos restaurantes em diversos países, sendo capaz de proporcionar particularidades pouco encontradas em vinho, como a sua carbonatação que ajuda a ativar as papilas gustativas, permitindo uma maior apreciação. O lúpulo, também responsável pelo amargor, estimula o apetite.

A harmonização pode acontecer de três formas:

  • por corte, quando a cerveja limpa o paladar (como uma cerveja de alta carbonatação ou acidez que “quebra” a gordura presente na comida);
  • por complementação, quando os sabores da comida e da cerveja se assemelham e são intensificados (uma cerveja de maltes torrados e traz sabores achocolatados – como uma Stout – terá seus sabores realçados juntos à sobremesas de chocolate);
  • por contraste, que é quando a cerveja e o prato casam porque têm sabores diferentes (uma cerveja amarga é capaz de cortar o picante da comida, sendo possível perceber melhor o sabor do dois).

Benefícios Para a Saúde

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Que o vinho faz bem para a nossa saúde, já não é novidade. Mas e quanto a cerveja?

A cerveja artesanal é, por norma, livre de aditivos e conservantes, o que realça os seus benefícios como a redução de riscos cardiovasculares. Além disso, a cerveja artesanal é rica em vitaminas que auxiliam no metabolismo do corpo, bem como no funcionamento do sistema nervoso, formação das células sanguíneas, além de estimular a função intestinal e a imunidade. Caso queira uma leitura mais aprofundada sobre seus benefícios, clique aqui.

Variedades

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A maioria dos cervejeiros produzem suas cervejas de acordo com a estação do ano. Enquanto uma cerveja industrial parece apetecer apenas no verão, cervejas mais densas, encorpadas e licorosas combinam muito com inverno.

Em outras palavras, quanto mais quente o tempo, mais fresca a cerveja artesanal deve ser servida (não tanto como uma industrial), com sabores subtis e características mais leves, e quanto mais frio, mais saborosa e alcoólica ela tende a ser, podendo ser servida em temperaturas mais elevadas.

Isso não precisa ser uma regra, e o que uma cerveja artesanal mais pode oferecer é a variedade de sabores para todos os gostos. Os cervejeiros estão sempre a tentar quebrar paradigmas, criar novas receitas e estilos, além de cada cervejeira possuir e expressar seu próprio jeito de produzir cerveja.


Além da qualidade, da gama de estilos e sabores, podemos dizer que a principal razão de existir as cervejas artesanais vem de uma atitude que foge do comum, uma fuga que mescla com atitude de romper paradigmas e ainda expressar: “fizemos isso porque ninguém estava a fazer.”

Essa espécie de contracultura incentiva a economia local de diversas formas, como o surgimento de novos empregos, o estimulo ao turismo, além de contribuir para um consumo mais consciente, de qualidade e aproximar a relação entre o produtor e o consumidor.

Caso precises de mais alguma razão para provares uma cerveja artesanal, então precisaremos ter uma conversinha no bar. 😉

 

Novas Marcas Chegam ao Grains!

Para começarmos bem o mês de março, trouxemos 12 novas marcas de cervejas artesanais para experimentares no Grains 864, sendo algumas com enorme representatividade internacional, como a de Molen e a Stone Brewing Co. Veja abaixo a nossa nova seleção de marcas e quais estilos estão disponíveis para venda.

Lindinha Lucas

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Dark Lager – Uma cerveja portuense escura e de sabores torrados, equilibrado com a leveza de uma Lager. Mais doce que amarga, esta Dark Lager é leve de se beber, e seus 5.2% de graduação alcoólica passam despercebidos pelo paladar.

 

Brouwerij de Molen

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Hop & Liefde – Previamente conhecida por Pale Ale Citra, esta cerveja é leve e suave em todos os aspectos. Possui 4.8% de graduação alcoólica, um sabor refrescante cítrico e floral que também se nota no seu aroma.

 

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Vuur & Vlam – Para quem busca uma cerveja mais lupulada, Vuur & Vlam possui 63 IBU, e junto com a forte presença da levedura no sabor, proporcionando um início seco, picante e termina com bom amargor. Possui uma graduação alcoólica de 6.2%.

 

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Oye! & Ohja! – Esta cerveja foi feita em colaboração com a cervejeira espanhola Yria. É uma Baltic Porter de baixa fermentação com notas de regaliz. Esta edição limitada possui 10.1% de graduação alcoólica.

 

Redneck Brewery

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Brea –  Uma Imperial Stout de intensa cor preta e espuma bege fina, com uma combinação de malte torrado perceptível tanto no sabor, quanto no aroma. Para contrabalancear, a presença do cacau e da baunilha, juntamente com a lactose acabam por suavizar esta cerveja de 8.5% ABV.

 

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Okefenokee – Uma cerveja que utiliza em seu processo apenas um tipo de lúpulo em seus estágios de fabricação é chamada de Single Hop e tem como objetivo destacar o lúpulo que está a ser utilizado. Nesta cerveja, o lúpulo usado é o Bru-1, que resulta em uma IPA de caráter forte e robusto, com um sabor intenso e adocicado. 6.5% ABV.

 

Falken Brewery Co.

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Replicante – Esta Russian Imperial Stout traz uma combinação de cacau, café e mocha, seguidos de maltes torrados e caramelos que surgem do aroma até o sabor. Possui 50 IBU e 10% ABV.

 

 

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East Coast Riders – Inspirada nas IPA produzidas costa leste dos Estados Unidos, esta cerveja possui em destaque um amargor refletido dos seus 80 IBU, seguido de sabores doces maltados, cítricos e frutados.  6% ABV.

 

Mad Brewing

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Black Kiss – Uma Imperial Stout de intensa cor negra, com uma breve espuma bege. Aroma e sabor de maltes torrados e grãos de café. 10% ABV.

 

The Kernel

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Pale Ale (Citra, El Dorado) – Esta APA possui aromas e sabor a frutos tropicais e citrinos com um ligeiro final amargo, é encorpada, de cor dourada e uma duradoura espuma branca. 5.4% ABV.

 

Uiltje Brewery

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Sgt Nightvision – De cor escura e com uma boa formação de espuma, essa Imperial Stout é marcada pela presença do café e do chocolate amargo no seu sabor. 10.5% ABV.

 

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Schwarzwalder Kirsch – Esta Cherry Oatmeal Sweet Stout é tão doce quanto amarga e somados a esta intensidade, há a presença de notas de chocolate, maltes torrados e cereja. É uma cerveja encorpada de graduação alcoólica 8%.

 

Brouwerij Kees

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Hazy Sunrise – Uma IPA de sabores balanceados entre frutas cítricas, laranja e notas tropicais. Doce no início, cítrica no meio e levemente amarga no fim. Possui 20 IBU e 7.1% ABV.

 

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Caramel Fudge Stout – Assim como nome, o caramelo é a primeira coisa que sentimos no sabor e aroma. Para quem gosta de uma cerveja doce, esta Imperial Stout cumpre o seu papel. Além do caramelo, há a presença do chocolate, baunilha e café. É uma cerveja encorpada e pouco amarga. 11.5% ABV.

 

Stone Brewing Co.

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Ruination – Com 100 IBU, esta Double/Imperial IPA tem como destaque seu intenso amargor, seguido do malte, e sabores cítricos. 8.5% ABV.

 

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Go to IPA – Uma cerveja amarga logo de início, que contrasta com sua ausência de corpo. Desde o sabor ao aroma, esta Session IPA traz notas de toranja, seguido de frutos tropicais. Possui 65 IBU e 4.7% ABV.

 

Beavertown

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Holy Cowbell – Esta Black IPA, traz uma intense combinação entre lúpulos e maltes torrados, que resulta em sabores de uma Stout somados ao amargor de uma IPA. 5.6% ABV.

 

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Gamma Ray – Para os dias quentes, esta APA será a solução para o calor. Refrescante, quase ausente de amargor, intenso aroma cítrico, de cor turva e espuma densa, que resulta em uma cerveja leve que pode ser tomada em qualquer momento do dia. 5.4% ABV e 44 IBU.

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Neck Oil – Assim como a Gamma Ray, esta Session IPA é uma cerveja leve para diversas ocasiões, mas o que a difere é o seu aroma suave e um presente amargor no seu sabor. Possui 35 IBU e 4.3% ABV.

 

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8 Ball – Uma IPA com malte de centeio, de cor castanha e corpo médio. A presença do centeio contrabalança com o amargor que acaba por surgir no final. 6.2% ABV.

 

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Smog Rocket – Se o tabaco atrapalha na hora de experimentar uma cerveja, a Smoked Porter pode ser a solução este problema. O seu aroma a malte torrado e notas fumadas pode ser um pouco estranho ao início, mas o sabor do café, chocolate amargo e maltes torrados completam-na perfeitamente. 5.4% ABV.

 

Naparbier

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Bagpiper – De intensa cor dourada, esta IPA possui aroma de lúpulos, ananás e laranjas. É uma cerveja encorpada e de sabor frutado. 6.5% ABV.

 

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Hamabost – Esta Imperial IPA possui impressionantes 120 IBU além de 10 tipos de lúpulos usados na sua produção. O seu amargor é quase tão presente quanto o sabor doce que acaba por equilibrar, é uma cerveja encorpada de graduação alcoólica 9%.

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Back in Black – De cor castanha, quase negra, esta cerveja possui uma boa formação de espuma densa e bege. De aroma e sabor frutado e lupulado, é uma Black IPA intensa de 110 IBU e 8.5% de graduação alcoólica.

 

La Virgen

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Madrid Lager – Uma cerveja sem glúten do estilo Helles, de cor amarelo turva, pequena formação de espuma, aroma floral e de sabor maltado com um pequeno amargor. 5.2% ABV.

 

 

Birra Del Borgo

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My Antonia – Uma Imperial Pilsner de aroma frutado e um agradável sabor floral e notas frutas, possui uma boa formação de espuma branca e densa, com um corpo leve e de cor âmbar turva. 7.5% ABV.

 

 

Já sabe por onde vai começar? Deixe nos comentários a vossa opinião!